Vagas no campo
1 de setembro de 2020
Mais do que representar 26% do PIB e 42% das exporta??es do pa?s, a import?ncia do agroneg?cio est? na sua capacidade de criar empregos. Profissionais de n?vel superior ? das ?reas de agronomia, engenharia (agr?cola e florestal), qu?mica, veterin?ria e zootecnia ? e t?cnicos de equipamentos agr?colas, log?stica, armazenagem e seguran?a dos alimentos, entre outros, encontram oportunidades em meio ao crescimento da produ??o de gr?os e gado no Centro-Oeste e Norte-Nordeste, al?m de cana, hortifrutigranjeiros, carne e l?cteos no Estado do Rio.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam um aumento de 35,8% no saldo de empregos com carteira assinada, no ?ltimo ano, no setor agr?cola: de 128.874, no primeiro semestre de 2009, para 175.050 at? junho de 2010. A maioria das vagas est? em empresas ou ind?strias de alimentos, equipamentos, insumos e fertilizantes, j? que o processo de mecaniza??o do campo ? iniciado na d?cada de 70, ap?s a abertura de fronteiras agr?colas no CentroOeste ? vem se intensificando.
? O perfil da m?o de obra do setor mudou. Hoje o Brasil ? l?der em pesquisa e desenvolvimento tecnol?gico em manejo, colheita e solu??es agr?colas, o que exige uma maior qualifica??o profissional. As pessoas precisam tomar decis?es estrat?gicas, cuidar da log?stica das opera??es e lidar com m?quinas sofisticadas ? diz o engenheiro agr?nomo Jos? Carlos Hausknecht, s?cio da MBAgro Consultoria, especializada no setor agropecu?rio.
Inicial de R$ 4 mil para engenheiros
Para acompanhar a evolu??o do mercado, um dos desafios dos profissionais ? aliar conhecimentos t?cnicos e de administra??o, diz o doutor em desenvolvimento agr?cola Luiz Carlos Lima, coordenador da especializa??o ?Gest?o e estrat?gias no agroneg?cio?, da Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ).
? Como o estado tem poucas ?reas cultiv?veis, a demanda por pessoal ? maior para a ind?stria e o segmento de servi?os. Por isso, os profissionais de ci?ncias agr?rias t?m investido em especializa??es com foco em gest?o, engenharia de produ??o, economia e at? rela??es internacionais, pensando em outras etapas da cadeia de produ??o, como planejamento estrat?gico, estoque, transporte, log?stica e com?rcio exterior ? diz o professor.
? O problema ? que faltam cursos de forma??o. E os que existem n?o est?o atualizados.
Diante da escassez de m?o de obra qualificada, quem investe em desenvolvimento profissional acaba sendo recompensado com sal?rios atraentes. Segundo um levantamento feito pela LCA Consultoria, de solu??es estrat?gicas em economia, a remunera??o inicial na agropecu?ria aumentou 27% de janeiro de 1999 a junho deste ano.
? ? um reflexo do ganho de produtividade do setor e do aumento da formaliza??o ? afirma o economista F?bio Rom?o, da LCA.
Segundo Rosemeire dos Santos, superintendente t?cnica da Confedera??o da Agricultura e Pecu?ria do Brasil (CNA), os bons sal?rios tamb?m s?o usados pelos empregadores como fator de atra??o para os profissionais especializados abandonarem os grandes centros e migrarem para o interior: ? Um engenheiro agr?cola rec?mformado pode ganhar de R$ 3 mil a R$ 4 mil. J? um administrador de fazenda, formado em agronomia ou zootecnia, chega a receber de R$ 5 mil a R$ 10 mil.
Texto: Paula Dias
Fonte: O Globo
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam um aumento de 35,8% no saldo de empregos com carteira assinada, no ?ltimo ano, no setor agr?cola: de 128.874, no primeiro semestre de 2009, para 175.050 at? junho de 2010. A maioria das vagas est? em empresas ou ind?strias de alimentos, equipamentos, insumos e fertilizantes, j? que o processo de mecaniza??o do campo ? iniciado na d?cada de 70, ap?s a abertura de fronteiras agr?colas no CentroOeste ? vem se intensificando.
? O perfil da m?o de obra do setor mudou. Hoje o Brasil ? l?der em pesquisa e desenvolvimento tecnol?gico em manejo, colheita e solu??es agr?colas, o que exige uma maior qualifica??o profissional. As pessoas precisam tomar decis?es estrat?gicas, cuidar da log?stica das opera??es e lidar com m?quinas sofisticadas ? diz o engenheiro agr?nomo Jos? Carlos Hausknecht, s?cio da MBAgro Consultoria, especializada no setor agropecu?rio.
Inicial de R$ 4 mil para engenheiros
Para acompanhar a evolu??o do mercado, um dos desafios dos profissionais ? aliar conhecimentos t?cnicos e de administra??o, diz o doutor em desenvolvimento agr?cola Luiz Carlos Lima, coordenador da especializa??o ?Gest?o e estrat?gias no agroneg?cio?, da Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ).
? Como o estado tem poucas ?reas cultiv?veis, a demanda por pessoal ? maior para a ind?stria e o segmento de servi?os. Por isso, os profissionais de ci?ncias agr?rias t?m investido em especializa??es com foco em gest?o, engenharia de produ??o, economia e at? rela??es internacionais, pensando em outras etapas da cadeia de produ??o, como planejamento estrat?gico, estoque, transporte, log?stica e com?rcio exterior ? diz o professor.
? O problema ? que faltam cursos de forma??o. E os que existem n?o est?o atualizados.
Diante da escassez de m?o de obra qualificada, quem investe em desenvolvimento profissional acaba sendo recompensado com sal?rios atraentes. Segundo um levantamento feito pela LCA Consultoria, de solu??es estrat?gicas em economia, a remunera??o inicial na agropecu?ria aumentou 27% de janeiro de 1999 a junho deste ano.
? ? um reflexo do ganho de produtividade do setor e do aumento da formaliza??o ? afirma o economista F?bio Rom?o, da LCA.
Segundo Rosemeire dos Santos, superintendente t?cnica da Confedera??o da Agricultura e Pecu?ria do Brasil (CNA), os bons sal?rios tamb?m s?o usados pelos empregadores como fator de atra??o para os profissionais especializados abandonarem os grandes centros e migrarem para o interior: ? Um engenheiro agr?cola rec?mformado pode ganhar de R$ 3 mil a R$ 4 mil. J? um administrador de fazenda, formado em agronomia ou zootecnia, chega a receber de R$ 5 mil a R$ 10 mil.
Texto: Paula Dias
Fonte: O Globo