Seca tamb?m afeta caf? robusta no Esp?rito Santo
1 de setembro de 2020
A seca e o forte calor este ano tamb?m atingem em cheio a cafeicultura do Esp?rito Santo, onde a esp?cie mais produzida ? o caf? robusta (variedade conilon). Depois de uma safra recorde no ano passado - de 9,949 milh?es de sacas-, a colheita no Estado em 2015 dever? ser menor. A raz?o ? que em 2014, a produ??o de conilon n?o foi afetada pela estiagem, como ocorreu com o caf? ar?bica em Minas Gerais e em outras regi?es produtoras do Brasil.
De acordo com o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produ??o de conilon no Esp?rito Santo na safra 2015/16 deve ficar entre 8,521 milh?es e 8,958 milh?es de sacas, decr?scimo de 14,3% e 10%, respectivamente, sobre o ciclo anterior. Os n?meros, por?m, ainda n?o consideraram a atual estiagem.
Rom?rio Ferr?o, coordenador do programa de caf? do Esp?rito Santo e pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assist?ncia T?cnica e Extens?o Rural (Incaper), disse que h? 30 a 40 dias n?o chove nas principais regi?es produtoras de robusta do Esp?rito Santo, o maior produtor nacional desse tipo de caf?. Segundo Ferr?o, j? est? faltando ?gua para irrigar os cafezais em decorr?ncia do baixo n?vel dos reservat?rios. Mais de 50% das lavouras de conilon s?o irrigadas no Estado, o que representa mais de 150 mil hectares com a tecnologia, conforme o representante do Incaper. "Teremos algo mais concreto [sobre a safra] em abril, maio. N?o tem ainda como precisar a perda", afirmou ele.
A combina??o de seca e altas temperaturas ? muito prejudicial ?s lavouras de caf? na atual fase, quando ocorre o enchimento dos gr?os, que ser?o colhidos a partir de abril e maio. O clima adverso prejudica o desenvolvimento dos gr?os, que podem ficar menores e mais leves. Ferr?o observa, por?m, que o conilon ? uma planta resistente que pode compensar algumas perdas, caso o clima melhore.
O pesquisador do Incaper afirma que, al?m da seca desde o fim ano passado, as lavouras de conilon foram afetadas ainda por 10 dias de frentes frias na fase de flora??o, entre agosto e setembro de 2014, o que provocou a queda de flores e de folhas. Isso significa menos frutos para 2015.
Ferr?o diz tamb?m que j? era esperada para este ano uma produ??o um pouco menor por causa dos efeitos da bienalidade, ainda pequena no conilon se comparada ? do ar?bica, depois de uma safra recorde em 2014.
O Esp?rito Santo tamb?m cultiva caf? ar?bica e a expectativa nesse caso era de que houvesse aumento na produ??o do Estado em rela??o a 2014. Isso porque, no ano passado, o ar?bica foi afetado pela estiagem. Mas a falta de chuvas atualmente pode voltar a prejudicar a esp?cie este ano, estima Ferr?o. "Estamos sem chuva no Estado como um todo". O primeiro levantamento da Conab projeta uma colheita de ar?bica no Estado de 2,890 milh?es a 3,130 milh?es de sacas, 1,2% a 9,6% superior ao ciclo 2014/15 (2,857 milh?es de sacas).
A seca tamb?m afeta a comercializa??o de caf? no Esp?rito Santo. Segundo Marcus Magalh?es, diretor-executivo da Maros Corretora, o produtor est? menos agressivo nas vendas futuras se comparado a igual per?odo do ano passado, diante das incertezas sobre a produ??o. Ele diz que os neg?cios com o gr?o no mercado f?sico ca?ram pela metade ante igual intervalo de 2014.
O pre?o do caf? conilon para entrega na entrada de safra (abril e maio) j? reflete o cen?rio de seca no Estado. Varia de R$ 290 a R$ 300 por saca, ante R$ 230 a R$ 240 no mesmo per?odo de 2014, de acordo com Magalh?es.
Fonte: Revista Cafeicultura
De acordo com o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produ??o de conilon no Esp?rito Santo na safra 2015/16 deve ficar entre 8,521 milh?es e 8,958 milh?es de sacas, decr?scimo de 14,3% e 10%, respectivamente, sobre o ciclo anterior. Os n?meros, por?m, ainda n?o consideraram a atual estiagem.
Rom?rio Ferr?o, coordenador do programa de caf? do Esp?rito Santo e pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assist?ncia T?cnica e Extens?o Rural (Incaper), disse que h? 30 a 40 dias n?o chove nas principais regi?es produtoras de robusta do Esp?rito Santo, o maior produtor nacional desse tipo de caf?. Segundo Ferr?o, j? est? faltando ?gua para irrigar os cafezais em decorr?ncia do baixo n?vel dos reservat?rios. Mais de 50% das lavouras de conilon s?o irrigadas no Estado, o que representa mais de 150 mil hectares com a tecnologia, conforme o representante do Incaper. "Teremos algo mais concreto [sobre a safra] em abril, maio. N?o tem ainda como precisar a perda", afirmou ele.
A combina??o de seca e altas temperaturas ? muito prejudicial ?s lavouras de caf? na atual fase, quando ocorre o enchimento dos gr?os, que ser?o colhidos a partir de abril e maio. O clima adverso prejudica o desenvolvimento dos gr?os, que podem ficar menores e mais leves. Ferr?o observa, por?m, que o conilon ? uma planta resistente que pode compensar algumas perdas, caso o clima melhore.
O pesquisador do Incaper afirma que, al?m da seca desde o fim ano passado, as lavouras de conilon foram afetadas ainda por 10 dias de frentes frias na fase de flora??o, entre agosto e setembro de 2014, o que provocou a queda de flores e de folhas. Isso significa menos frutos para 2015.
Ferr?o diz tamb?m que j? era esperada para este ano uma produ??o um pouco menor por causa dos efeitos da bienalidade, ainda pequena no conilon se comparada ? do ar?bica, depois de uma safra recorde em 2014.
O Esp?rito Santo tamb?m cultiva caf? ar?bica e a expectativa nesse caso era de que houvesse aumento na produ??o do Estado em rela??o a 2014. Isso porque, no ano passado, o ar?bica foi afetado pela estiagem. Mas a falta de chuvas atualmente pode voltar a prejudicar a esp?cie este ano, estima Ferr?o. "Estamos sem chuva no Estado como um todo". O primeiro levantamento da Conab projeta uma colheita de ar?bica no Estado de 2,890 milh?es a 3,130 milh?es de sacas, 1,2% a 9,6% superior ao ciclo 2014/15 (2,857 milh?es de sacas).
A seca tamb?m afeta a comercializa??o de caf? no Esp?rito Santo. Segundo Marcus Magalh?es, diretor-executivo da Maros Corretora, o produtor est? menos agressivo nas vendas futuras se comparado a igual per?odo do ano passado, diante das incertezas sobre a produ??o. Ele diz que os neg?cios com o gr?o no mercado f?sico ca?ram pela metade ante igual intervalo de 2014.
O pre?o do caf? conilon para entrega na entrada de safra (abril e maio) j? reflete o cen?rio de seca no Estado. Varia de R$ 290 a R$ 300 por saca, ante R$ 230 a R$ 240 no mesmo per?odo de 2014, de acordo com Magalh?es.
Fonte: Revista Cafeicultura