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Pimenta-do-reino do ES vai perder competitividade, aponta associa??o
1 de setembro de 2020

Desvaloriza??o pode chegar a R$ 3.500 por tonelada vendida ao exterior.
Causa ? utiliza??o de pr?ticas inadequadas de secagem e armazenamento.

O Esp?rito Santo, segundo maior produtor de pimenta-do-reino do pa?s, tem perdido competitividade no mercado internacional devido ? utiliza??o de pr?ticas inadequadas de secagem e armazenamento do produto.
Segundo c?lculos da Associa??o Capixaba dos Exportadores de Pimentas e Especiarias (Acepe), a desvaloriza??o m?dia pode chegar a US$ 1 mil (R$ 3,5 mil) por cada tonelada vendida para o exterior.
Se nada for feito em rela??o ? ado??o de boas pr?ticas de manejo, a perda em rela??o ?s demais regi?es produtoras vai provocar, nos pr?ximos anos, preju?zos anuais na ordem de US$ 40 milh?es (cerca de R$ 140 milh?es) ? cadeia produtiva.
Essa conta, feita pelo presidente da Acepe, Rolando Martin, leva em considera??o a estimativa de que a produ??o estadual deve saltar de 10 mil para 40 mil toneladas ao ano at? 2018. Nos ?ltimos tr?s anos, cerca de cinco milh?es de mudas da especiaria foram plantadas em territ?rio capixaba.
Preocupado com o futuro do cultivo, Martin cobra melhoria nas t?cnicas de plantio, colheita e armazenagem, mas alerta que o maior problema est? na secagem do produto, que atualmente tem sido feita por meio de fogo direto.

?Isso deixa a pimenta com cheiro de fuma?a e gera uma subst?ncia qu?mica chamada antraquinona. No entanto, a Europa n?o quer mais comprar a pimenta com essa subst?ncia, porque a legisla??o deles n?o permite. A maioria dos nossos associados j? perdeu clientes europeus por isso?, alerta o exportador.
O mundo consome, hoje, cerca de 460 mil toneladas por ano da especiaria e, de acordo com Rolando, s? tem ganhado mercado os estados que adotam boas pr?ticas de cultivo e produ??o.
?Por que v?o comprar pimenta com fuma?a do Esp?rito Santo se outros estados, o Par?, entregam o produto sem fuma?a? Precisa ter fiscaliza??o e criar um selo ou certificado de qualidade, sen?o vamos continuar perdendo mercado?, cobra Rolando.
O presidente da Cooperativa dos Produtores Agropecu?rios da Bacia do Cricar? (Coopbac), Erasmo Negris, ressalta que as melhorias devem envolver toda a cadeia de produ??o.
?Nossa pimenta ? ?tima, tem uma densidade muito boa, mas temos preocupa??o de manter esse n?vel de qualidade. Quando se trata com um produto que a exig?ncia ? do comprador, tem que fazer um produto de qualidade que atenda a ele?, argumenta.
A Secretaria de Estado da Agricultura (Seag) diz que est? trabalhado, junto ? Coopbac, para que se estabele?a no campo o manejo correto da pimenta na planta??o, colheita e secagem do produto, por meio de capacita??o dos produtores rurais.
?Vale ressaltar que as an?lises que identificaram o antraquinona foram feitas em laborat?rios fora do pa?s?, pontuou a Secretaria, que recomenda que a secagem da pimenta-do-reino seja feita por fogo indireto.
Segundo o gerente de Agroecologia e Produ??o Vegetal da Seag, Aureliano Nogueira, que tamb?m ? secret?rio executivo do Comit? Gestor da Pimenta-do-reino no Esp?rito Santo, as entidades est?o trabalhando para certificar um laborat?rio no Centro Norte do estado, em parceria com a Universidade Federal do Esp?rito Santo, ?para analisar, atestar e resolver qualquer coisa relacionada ao assunto?. At? ent?o, a pimenta-do-reino ? certificada por empresas privadas.
A Seag refor?ou tamb?m que a melhoria da qualidade do pimenta-do-reino capixaba, assim como as boas pr?ticas de manejo da lavoura, est?o entre as prioridades do edital ?+Pesquisa AgroCapixaba?, que vai investir R$ 14 milh?es em pesquisas voltadas ? agropecu?ria no estado.
A Seag informou que as cooperativas podem conseguir os equipamentos de secagem atrav?s da secretaria, por meio do edital do Fundo Social de Apoio ? Agricultura Familiar.
Zoneamento
Recentemente, a Seag tamb?m realizou o chamado zoneamento da cultura, e identificou 62 munic?pios que s?o potenciais produtores de pimenta-do-reino. De acordo com Aureliano, o estudo surgiu de uma demanda dos pr?prios produtores e tem como objetivo fomentar a expans?o do cultivo, facilitando acesso ao cr?dito.
?Se o estado n?o reconhece como a ?rea apta, os agentes de cr?dito tamb?m n?o reconhecem, e o financiamento ? dificultado?, explicou. O ?ltimo zoneamento, realizado em 2008, identificava apenas 13 munic?pios como aptos a cultivar a especiaria.
O estudo mostra que ?reas com altitudes inferiores a 650 metros possuem n?veis de calor e umidade prop?cios ? produ??o de pimenta, al?m de tipos de solo que favorecem o florescimento da planta. J? em ?reas com altitudes de 650 a 950 metros, ou acima disto, ?o cultivo ? arriscado ou inapto, devido ? grande chance de surgirem pragas ou doen?as indesej?veis?.
Para fazer o trabalho, os t?cnicos observaram um conjunto de condi??es agroclim?ticas e a capacidade de uso do solo. ?Por ser uma cultura tropical, a pimenta-do-reino segue uma distribui??o muito parecida com a do caf? conilon?, destacou Aureliano.

Fonte: G1 Esp?rito Santo

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