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Entendi e Fechar
Pesquisadores tra?am cen?rio favor?vel para o agroneg?cio brasileiro
1 de setembro de 2020

A agricultura nacional poder? experimentar um forte crescimento nas pr?ximas d?cadas, desde que sejam feitos os investimentos necess?rios em ci?ncia e tecnologia. Essa foi uma das principais conclus?es a que chegaram representantes da comunidade cient?fica em audi?ncia p?blica da Comiss?o de Agricultura e Reforma Agr?ria (CRA), realizada na ?ltima semana.

O debate, sugerido pelo presidente do colegiado, senador Ivo Cassol (PP-RO), faz parte da avalia??o da Pol?tica de Pesquisa Agropecu?ria, escolhida para ser analisada pela comiss?o em 2017.

Biocombust?veis

O representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci?ncia (SBPC), Gon?alo Amarante Guimar?es Pereira, considerou o setor de produ??o de biocombust?veis como um dos mais promissores a serem desenvolvidos.

Caso o Brasil utilize metade dos 200 milh?es de hectares destinados atualmente a pastagens, em sua maioria degradadas, na avalia??o de Gon?alo Amarante, poder? expandir sua produ??o de etanol a ponto de ter condi??es de substituir o consumo mundial de gasolina.

?Se em vez de produzirmos etanol de 1? gera??o produzirmos etanol de 2? gera??o com cana-de-a??car, uma conta simples mostra que se dedicarmos a metade desta ?rea de pastagem para esta produ??o, conseguiremos substituir o consumo global de gasolina?, disse o representante da SBPC.

Mecaniza??o

Gon?alo Amarante citou a mecaniza??o do cultivo de cana-de-a??car como uma ?rea que dever? demandar importantes desenvolvimentos tecnol?gicos nos pr?ximos anos. Segundo ele, devido ao fato de a mecaniza??o desta lavoura n?o ter sido adaptada ?s nossas condi??es, a produtividade da cana-de-a??car caiu mais de 10% ap?s o abandono das t?cnicas tradicionais de cultivo.

Maca?ba e biomassa

O desenvolvimento da produ??o de ?leo da palmeira maca?ba, da gera??o de eletricidade a partir de etanol e de biomassa foram outros nichos do agroneg?cio que na opini?o de Gon?alo Amarante devem receber prioridade.

No mesmo sentido, Elibio Leopoldo Rech Filho, diretor da Academia Brasileira de Ci?ncias (ABC), destacou o potencial de desenvolvimento da produ??o agr?cola brasileira em ?reas de pastagens degradadas, ocupadas por agricultores das classes de renda D e E.

?reas degradadas

De acordo com o pesquisador, os agricultores das classes D e E, ocupam mais de 109 milh?es de hectares em 3,6 milh?es de estabelecimentos, mas s?o respons?veis apenas por 7,6% do valor bruto da produ??o. J? os agricultores das classes A, B e C, que utilizam 190 milh?es de hectares, obt?m 92,4% do valor da produ??o nacional. Essa situa??o tornaria poss?vel a eleva??o da produ??o a partir de investimentos adequados nas ?reas de menor renda do pa?s.

Citando os enormes ganhos de produtividade obtidos na cultura da soja a partir da d?cada de 1990, devido em parte ao trabalho da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu?ria (Embrapa), Elibio Leopoldo Rech Filho, reconheceu tamb?m a import?ncia da biodiversidade existente no Brasil para esse resultado.

?Essa nossa agricultura desenvolvida existe n?o somente em fun??o do uso de ci?ncia e tecnologia, mas tamb?m por causa da biodiversidade. Ela que fornece e d? o equil?brio para todos os recursos aqu?feros, prote??o do solo, estabilidade clim?tica, reciclagem do solo e nutrientes, biomas e ecosistemas?, observou.

Fernando Ribeiro, assessor da presid?ncia da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), salientou a import?ncia do investimento em ci?ncia para a eleva??o da produtividade do agroneg?cio brasileiro. Citando estudo da Uni?o Europeia, ele observou que o valor total gerado pela pesquisa p?blica ? entre 3 a 8 vezes o valor do investimento.

?A taxa de retorno da maior parte dos projetos ? entre 20% e 50%. Entre 20% e 75% das inova??es n?o poderiam ter sido desenvolvidas sem a contribui??o da pesquisa publica, desenvolvida at? 7 anos antes?, afirmou Fernando Ribeiro.

O diretor-executivo, no exerc?cio da presid?ncia, do Centro de Gest?o e Estudos Estrat?gicos (CGEE), M?rcio de Miranda Santos, alertou para a necessidade de articula??o de atores relevantes dentro da cadeia de valor da produ??o de alimentos e da produ??o agropecu?ria como um todo.

Segundo ele, atualmente se observa ao longo dos investimentos no setor agr?cola um aumento consider?vel da complexidade dos temas que precisam ser tratados, sendo que o sistema brasileiro de produ??o agropecu?ria estaria, em sua avalia??o, desarticulado.

?O nosso sistema esta muito desarticulado. Ele precisa de solu??es no que diz respeito ao apoio do Legislativo, absolutamente fundamental para iniciativas que articulem esse sistema entre todos os seus principais atores, governo, empresa academia, sociedade civil organizada e sociedade civil que se auto-organiza?, avaliou.

Fonte: Campo Vivo

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