Novas chuvas devem aliviar seca de janeiro em ?reas de caf? e cana do Sudeste
1 de setembro de 2020
No entanto, os dois maiores Estados produtores de caf? do pa?s, Minas Gerais e Esp?rito Santo, enfrentam grandes d?ficits h?dricos ? medida que aproxima o final de janeiro, normalmente o m?s mais chuvoso do ano para o Sudeste, segundo o painel Reuters Weather Dashboard. Ainda assim, as principais regi?es de caf? e cana foram mais favorecidas pelas chuvas das ?ltimas semanas do que em janeiro de 2014, quando uma seca muito mais intensa levou a uma forte redu??o de produtividades na safra passada.
Ao longo dos ?ltimos 60 dias, o Esp?rito Santo, maior produtor de robusta do Brasil, acumulou 118 mil?metros, enquanto o normal seria 494 mil?metros, segundo o painel de meteorologia do terminal financeiro da Thomson Reuters. Minas Gerais, maior Estado produtor de caf? do pa?s, recebeu 215 mil?metros de chuva nos ?ltimos dois meses, enquanto a m?dia ? de 546 mil?metros. O instituto de meteorologia Commodities Weather Group, dos Estados Unidos, disse ontem, dia 26, que a metade do cintur?o de caf? e um ter?o das ?reas de cana-de-a??car t?m sofrido com a seca, mas espera que a umidade aumente em 11 a 15 dias.
"Chuvas esparsas na pr?xima semana e chuvas mais generalizadas no in?cio de fevereiro devem chegar a quase todas as ?reas para reduzir qualquer estresse h?drico crescente", disse o CWG em um relat?rio di?rio.
A massa de ar quente que permaneceu sobre as ?reas de cultivo do Sudeste por quase tr?s semanas come?ou a se dissipar cerca de uma semana atr?s, permitindo que a entrada de frentes frias e a ocorr?ncia de chuvas.
Chuvas generalizadas e mais intensas t?m sido raras
O CWG disse que metade do cintur?o do caf? e 3% das ?reas de cana receberam entre 6 e 38 mil?metros no fim de semana. A empresa prev? n?veis semelhantes de precipita??o durante os pr?ximos cinco dias em 60 por cento das ?reas de caf? e 85 por cento das ?reas de cana.
Esp?rito Santo
A Somar Meteorologia alerta para as condi??es de solo do Estado, consideradas as piores do Brasil. ?A ?gua dispon?vel na terra est? abaixo de 10%, ou seja, o solo est? praticamente seco, o que desfavorece o desenvolvimento das plantas", informa a Somar. Em algumas ?reas, onde deveria ter chovido cerca de 150 mil?metros ainda n?o caiu uma gota de ?gua este ano. E a previs?o indica que apenas a partir de fevereiro as chuvas voltar?o para o Estado capixaba.
Conforme a Somar, na primeira semana do m?s que vem, as chuvas devem alcan?ar cerca de 30 mm no Esp?rito Santo, volume insuficiente para recuperar totalmente a umidade do solo, embora traga algum al?vio para os produtores rurais. J? entre os dias 5 e 9 de fevereiro, o volume acumulado poder? atingir 70 mil?metros, favorecendo a recupera??o de lavouras.
O primeiro levantamento da safra de caf? 2015, cuja colheita se inicia entre abril e maio, mostra que o Brasil deve produzir entre 44,11 milh?es e 46,61 milh?es de sacas de 60 kg, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desse total, o caf? conilon deve representar entre 11,61 milh?es e 12,21 milh?es de sacas. A produ??o capixaba de conilon est? projetada entre 8,52 milh?es e 8,96 milh?es de sacas.
Segundo a Federa??o de Agricultura e Pecu?ria do ES (Faes), em Jaguar?, maior produtor de conilon do Estado, j? falta ?gua e, de acordo com o produtor rural, Elder Sossai de Lima, produtores apontam redu??o de cerca 50% nas lavouras de caf?.
? A falta de chuva chegou na florada, que ? o momento que mais precisamos de ?gua, e perdura agora na grana??o. Com isso, o gr?o perder? peso e qualidade ? explica Elder.
Segundo o engenheiro agr?nomo e superintendente do Cento de Desenvolvimento Tecnol?gico do Caf? (CetCaf), Frederico Daher, altas temperaturas tamb?m influenciar?o a qualidade do caf?.
? S?o fatores que interferem na massa do caf?, alterando o tamanho e peso ? pontua.
Fonte: Canal Rural
Ao longo dos ?ltimos 60 dias, o Esp?rito Santo, maior produtor de robusta do Brasil, acumulou 118 mil?metros, enquanto o normal seria 494 mil?metros, segundo o painel de meteorologia do terminal financeiro da Thomson Reuters. Minas Gerais, maior Estado produtor de caf? do pa?s, recebeu 215 mil?metros de chuva nos ?ltimos dois meses, enquanto a m?dia ? de 546 mil?metros. O instituto de meteorologia Commodities Weather Group, dos Estados Unidos, disse ontem, dia 26, que a metade do cintur?o de caf? e um ter?o das ?reas de cana-de-a??car t?m sofrido com a seca, mas espera que a umidade aumente em 11 a 15 dias.
"Chuvas esparsas na pr?xima semana e chuvas mais generalizadas no in?cio de fevereiro devem chegar a quase todas as ?reas para reduzir qualquer estresse h?drico crescente", disse o CWG em um relat?rio di?rio.
A massa de ar quente que permaneceu sobre as ?reas de cultivo do Sudeste por quase tr?s semanas come?ou a se dissipar cerca de uma semana atr?s, permitindo que a entrada de frentes frias e a ocorr?ncia de chuvas.
Chuvas generalizadas e mais intensas t?m sido raras
O CWG disse que metade do cintur?o do caf? e 3% das ?reas de cana receberam entre 6 e 38 mil?metros no fim de semana. A empresa prev? n?veis semelhantes de precipita??o durante os pr?ximos cinco dias em 60 por cento das ?reas de caf? e 85 por cento das ?reas de cana.
Esp?rito Santo
A Somar Meteorologia alerta para as condi??es de solo do Estado, consideradas as piores do Brasil. ?A ?gua dispon?vel na terra est? abaixo de 10%, ou seja, o solo est? praticamente seco, o que desfavorece o desenvolvimento das plantas", informa a Somar. Em algumas ?reas, onde deveria ter chovido cerca de 150 mil?metros ainda n?o caiu uma gota de ?gua este ano. E a previs?o indica que apenas a partir de fevereiro as chuvas voltar?o para o Estado capixaba.
Conforme a Somar, na primeira semana do m?s que vem, as chuvas devem alcan?ar cerca de 30 mm no Esp?rito Santo, volume insuficiente para recuperar totalmente a umidade do solo, embora traga algum al?vio para os produtores rurais. J? entre os dias 5 e 9 de fevereiro, o volume acumulado poder? atingir 70 mil?metros, favorecendo a recupera??o de lavouras.
O primeiro levantamento da safra de caf? 2015, cuja colheita se inicia entre abril e maio, mostra que o Brasil deve produzir entre 44,11 milh?es e 46,61 milh?es de sacas de 60 kg, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desse total, o caf? conilon deve representar entre 11,61 milh?es e 12,21 milh?es de sacas. A produ??o capixaba de conilon est? projetada entre 8,52 milh?es e 8,96 milh?es de sacas.
Segundo a Federa??o de Agricultura e Pecu?ria do ES (Faes), em Jaguar?, maior produtor de conilon do Estado, j? falta ?gua e, de acordo com o produtor rural, Elder Sossai de Lima, produtores apontam redu??o de cerca 50% nas lavouras de caf?.
? A falta de chuva chegou na florada, que ? o momento que mais precisamos de ?gua, e perdura agora na grana??o. Com isso, o gr?o perder? peso e qualidade ? explica Elder.
Segundo o engenheiro agr?nomo e superintendente do Cento de Desenvolvimento Tecnol?gico do Caf? (CetCaf), Frederico Daher, altas temperaturas tamb?m influenciar?o a qualidade do caf?.
? S?o fatores que interferem na massa do caf?, alterando o tamanho e peso ? pontua.
Fonte: Canal Rural