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Cafeicultores do Brasil afetados pela seca buscam mecaniza??o para reduzir custos
1 de setembro de 2020

Anos de baixos pre?os do caf?, seguidos pela pior seca em d?cadas no Brasil, levaram mesmo os pequenos produtores familiares a comprar maquin?rio moderno para depender menos da m?o de obra cada vez mais escassa e cara.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontou uma "intensa comercializa??o de m?quinas, principalmente colheitadeiras, para a regi?o cafeeira de S?o Paulo e de Minas Gerais" nesta temporada, em resposta a uma alta m?dia de cerca de 46 por cento nos custos com trabalhadores ante um ano antes.

Grandes produtores do Brasil, que fornece cerca de um ter?o do caf? consumido no mundo, come?aram a comprar maquin?rio --boa parte dos Estados Unidos-- 15 anos atr?s. Agora a moderniza??o tornou-se uma necessidade tamb?m para os pequenos produtores, em dificuldades financeiras.

O produtor Michael Reguim, 26, comprou uma colheitadeira em 2008 e nesta temporada tornou-se o primeiro de sua comunidade de 82 fam?lias, nas montanhas de Minas Gerais, a adquirir uma m?quina que retira a casca dos gr?os de caf?, uma tarefa que antes empregava quatro pessoas.

"Voc? costumava comprar m?quinas para tentar melhorar as margens, agora voc? faz isso para sobreviver", disse Reguim, mostrando seu novo equipamento, comprado e instalado por 72 mil reais com a ajuda de um financiamento do governo.

A m?quina tamb?m trouxe o benef?cio de reduzir o consumo de ?gua em uma regi?o que viu a seca do in?cio do ano reduzir a safra 2014 em 30 por cento. Reguim inicialmente esperava colher 4 mil sacas de caf? este ano.

"Agora vou estar feliz com 2 mil. Se eu n?o tivesse mecanizado, n?o teria sobrevivido", disse ele, referindo-se ? seca.

O caf? ? a ?nica das grandes commodities agr?colas exportadas pelo Brasil que ? produzida majoritariamente por agricultores familiares. Em setores como soja, milho e cana, h? uma grande participa??o de grandes propriedades e uso generalizado de maquin?rio pesado e moderno.

No sul de Minas Gerais, uma regi?o respons?vel por um quarto da produ??o brasileira de caf?, metade da colheita est? agora automatizada, ante 20 por cento cinco anos atr?s, disse o engenheiro agr?nomo Luiz Reis, da Emater, respons?vel pela assist?ncia rural no Estado. Em algumas regi?es mais remotas e de terreno acidentadas de Minas, a mecaniza??o ? praticamente imposs?vel.

O produtor Bruno Reguim Filho, primo de Michael, comprou uma colheitadeira com seu irm?o no ano passado e planeja quitar o financiamento em 10 anos. Em 2013, como foi imposs?vel encontrar na regi?o pessoas para a colheita, ele acabou contratando 20 migrantes da Bahia, a mil quil?metros de dist?ncia.

Agora, o custo de colheita caiu de 300 reais por hectare para 100 reais, gra?as ? automa??o, disse Bruno, enquanto a barulhenta m?xima retirava do cafezal os ?ltimos gr?os da safra 2014.

Mesmo com a alta de 55 por cento nos pre?os do caf? ar?bica nos ?ltimos 12 meses, atingindo um pico de dois anos ap?s a seca, agricultores dizem que ainda est? muito dif?cil compensar a redu??o na safra.

"Mesmo com a mecaniza??o, o custo est? sendo muito alto. Quem n?o est? mecanizado n?o tem condi??es para fechar as contas, disse o economista e professor da Universidade Federal de Lavras.

Fonte: Campo Vivo

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