Alta no pre?o do boi revela abate excessivo de f?mas em anos anteriores
1 de setembro de 2020
A valoriza??o dos pre?os do boi gordo no mercado interno ? reflexo do expressivo aumento na taxa de abate de matrizes nos ?ltimos anos. "Sem conseguir renda suficiente para se manter na atividade, os pecuaristas n?o tiveram op??o e foram obrigados a abater boa parte do rebanho, a maioria de f?meas", afirma o presidente do F?rum Nacional Permanente de Pecu?ria de Corte da Confedera??o da Agricultura e Pecu?ria do Brasil (CNA), Antenor Nogueira. Para ele, as conseq??ncias dessa decis?o podem ser dimensionadas agora.
A demanda por animais supera o volume ofertado. Neste ano, as ind?strias n?o podem recorrer ? estrat?gia de completar as escalas de abate com f?meas, pr?tica comum nos ?ltimos anos. "N?o h? lotes de f?meas dispon?veis", afirma Nogueira. Dessa forma, a ?nica alternativa para os frigor?ficos ? comprar lotes de boi gordo.
A disponibilidade de animais para abate ? tradicionalmente menor durante o per?odo de inverno. Neste ano, no entanto, a situa??o ? mais cr?tica, reflexo do abate de matrizes dos anos anteriores. Levantamento da CNA mostra que os pre?os do boi gordo subiram 20,09%, em S?o Paulo, no acumulado de janeiro a agosto de 2010. E n?o h? perspectiva de redu??o de pre?os, mesmo com o fim da entressafra.
Os confinamentos s?o finalizados at? meados de novembro, ap?s as primeiras chuvas. Neste ano, no entanto, as queimadas destru?ram as ?reas de pastagem e a recupera??o dos pastos deve levar mais tempo, o que resultar? em atraso na conclus?o do processo de engorda a pasto. "Os pre?os do boi gordo n?o devem cair, mesmo com a chegada das chuvas", diz Nogueira.
A varia??o positiva dos pre?os da arroba j? foi percebida pelo consumidor, que est? pagando mais caro pela carne. Segundo pesquisa da CNA, a alta dos pre?os dos cortes no atacado superou a valoriza??o da cota??o do boi gordo. No acumulado do ano at? agosto de 2010, os pre?os do dianteiro foram os que mais subiram no atacado: 38,84%. O pre?o da ponta de agulha subiu 31,74% no per?odo. A infla??o medida pelo ?ndice de Pre?os ao Consumidor Amplo (IPCA) no acumulado do ano at? agosto foi de 3,14%.
F?MEAS
Em anos normais, o abate de f?meas oscila entre 22% e 25%. H? tr?s anos, no entanto, esse ?ndice atingiu o pico de 47%. "H? alguns anos estamos alertando para o excessivo abate de matrizes e para as conseq??ncias dessa situa??o. A falta de animais para abate, infelizmente, ? uma realidade anunciada", explicou Nogueira.
Fonte: Agrosoft
A demanda por animais supera o volume ofertado. Neste ano, as ind?strias n?o podem recorrer ? estrat?gia de completar as escalas de abate com f?meas, pr?tica comum nos ?ltimos anos. "N?o h? lotes de f?meas dispon?veis", afirma Nogueira. Dessa forma, a ?nica alternativa para os frigor?ficos ? comprar lotes de boi gordo.
A disponibilidade de animais para abate ? tradicionalmente menor durante o per?odo de inverno. Neste ano, no entanto, a situa??o ? mais cr?tica, reflexo do abate de matrizes dos anos anteriores. Levantamento da CNA mostra que os pre?os do boi gordo subiram 20,09%, em S?o Paulo, no acumulado de janeiro a agosto de 2010. E n?o h? perspectiva de redu??o de pre?os, mesmo com o fim da entressafra.
Os confinamentos s?o finalizados at? meados de novembro, ap?s as primeiras chuvas. Neste ano, no entanto, as queimadas destru?ram as ?reas de pastagem e a recupera??o dos pastos deve levar mais tempo, o que resultar? em atraso na conclus?o do processo de engorda a pasto. "Os pre?os do boi gordo n?o devem cair, mesmo com a chegada das chuvas", diz Nogueira.
A varia??o positiva dos pre?os da arroba j? foi percebida pelo consumidor, que est? pagando mais caro pela carne. Segundo pesquisa da CNA, a alta dos pre?os dos cortes no atacado superou a valoriza??o da cota??o do boi gordo. No acumulado do ano at? agosto de 2010, os pre?os do dianteiro foram os que mais subiram no atacado: 38,84%. O pre?o da ponta de agulha subiu 31,74% no per?odo. A infla??o medida pelo ?ndice de Pre?os ao Consumidor Amplo (IPCA) no acumulado do ano at? agosto foi de 3,14%.
F?MEAS
Em anos normais, o abate de f?meas oscila entre 22% e 25%. H? tr?s anos, no entanto, esse ?ndice atingiu o pico de 47%. "H? alguns anos estamos alertando para o excessivo abate de matrizes e para as conseq??ncias dessa situa??o. A falta de animais para abate, infelizmente, ? uma realidade anunciada", explicou Nogueira.
Fonte: Agrosoft