Boletim: CNA participa da construção do programa Pró-Brasil

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil apresentou propostas para o programa Pró-Brasil, do Governo Federal, cujo objetivo é a retomada econômica do país no período pós-pandemia, segundo o boletim semanal da entidade, que relata as principais ações da Confederação para ajudar o produtor a enfrentar a crise causada pela Covid-19.


As demandas CNA para o programa são referentes à melhoria e à ampliação da infraestrutura no país, ao fornecimento de crédito para adequação financeira dos produtores, além da reestruturação de cadeias produtivas afetadas pela redução da demanda.


O Sistema CNA/Senar, em parceria com a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Faerj), promove neste domingo (31) mais uma edição do projeto Feira Segura, no município de Barra do Piraí. A iniciativa já aconteceu em outros estados e auxilia principalmente produtores de frutas e hortaliças com dificuldades de venda a comercializar seus produtos, seguindo rigorosamente todas as orientações de segurança e saúde para evitar o contágio do coronavírus.


No cenário internacional, destaque para o embarque dos primeiros contêineres de camarão do país para os Emirados Árabes Unidos e a abertura do mercado da Tailândia à carne bovina brasileira, além das medidas tomadas por diversos países nas últimas semanas em relação à Covid-19 e seus efeitos para o agronegócio no Brasil.


Medidas trabalhistas


Duas propostas apresentadas pela CNA para emendas à MP 936/2020, que trata do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, foram acatadas esta semana. Uma delas, a emenda ao artigo 9º, possibilita que o empregador rural conceda ajuda compensatória mensal aos seus empregados, deduzindo este valor do resultado da atividade rural, como despesa paga no ano-base.


A outra afasta a necessidade de que, durante o estado de calamidade pública, as rescisões de contratos de trabalho sejam realizadas com a assistência do respectivo sindicato da categoria profissional. A Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467/2017) já havia extinguido essa obrigação, não havendo razão para novamente burocratizar o processo rescisório, interferindo no poder do empregador de gerir seu próprio negócio, sobretudo em um momento tão delicado como o atualmente vivenciado.


Propostas para retomada econômica


A CNA participou da construção das propostas para o programa Pró-Brasil, por meio das câmaras setoriais do Ministério da Agricultura e outros fóruns. O objetivo do programa é a retomada econômica do país no período pós-pandemia.


As propostas da CNA são referentes à melhoria e à ampliação da infraestrutura no país, ao fornecimento de crédito para adequação financeira dos produtores, além da reestruturação de cadeias produtivas afetadas pela redução da demanda, como as de borracha natural e cacau. Ambas as cadeias buscam ações de modernização do acesso ao crédito e ao mercado, bem como de gestão de risco.


As propostas serão trabalhadas pelo comitê de crise do governo e, posteriormente, selecionadas e priorizadas com base nos critérios pré-estabelecidos pelo programa.


Frutas e hortaliças


O projeto da CNA Feira Segura segue em expansão e auxiliando os produtores na comercialização de frutas e hortaliças. No último sábado, a Feira Segura ocorreu em Boa Esperança (MG), onde os feirantes consideraram o modelo seguro e demonstraram satisfação com o volume comercializado.


No Rio de Janeiro, a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca (Faerj) promoverá a primeira Feira Segura do estado, que acontecerá em Barra do Piraí no dia 31/05 e contará com aproximadamente 60 feirantes, que foram treinados para as boas práticas e prevenção da Covid-19. Essa Feira Segura acontecerá nas próximas três semanas e contará com o monitoramento dos resultados. Se bem sucedida, será replicada para mais quatro municípios fluminenses.


Em relação à produção, as adversidades meteorológicas têm amenizado a queda de preço no mercado de algumas culturas, mas ainda assim se observa redução de faturamento dos produtores.


Para produtores de folhosas na região do Alto Tietê, a geada durante a semana reduziu a oferta do produto, permitindo a sustentação dos preços. Contudo, esses produtores já haviam reduzido a área de produção em função da crise e, com as perdas da semana, amargam prejuízos.


Já para a maçã, com a colheita praticamente finalizada, estima-se uma quebra na safra de aproximadamente 30% devido à seca que assolou a região Sul do país.


Por outro lado, a colheita de mamão segue em bom ritmo, enquanto o cancelamento dos voos comerciais elevou o custo de exportação e reduziu o volume embarcado, causando queda do preço no mercado interno diante da oferta elevada.


Café


As Federações da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) e São Paulo (Faesp) realizam, com apoio dos sindicatos, campanhas de sensibilização da população para adoção de medidas de prevenção à Covid-19. E a divulgação das práticas de prevenção durante a colheita de café está sendo realizada com o apoio de técnicos do Senar.


Em Caconde (SP), foram capacitados 60 voluntários para a confecção de máscaras que, além de beneficiar os produtores rurais, também foram distribuídas para postos de saúde e agências bancárias.


Em Minas Gerais, o município Grão Mogol recebeu a doação de máscaras faciais. Já foram entregues mais de 30 mil unidades aos produtores rurais do estado.


Na Bahia, apesar de suspensas as visitas presenciais realizadas pelos técnicos da Assistência Técnica e Gerencial do Senar, a Federação tem intensificado a assistência remota por meio de ferramentas digitais, que têm auxiliado os produtores no momento da crise.


Aquicultura


Após 15 anos sem exportar, o setor da carcinicultura comemora o embarque dos primeiros containers para os Emirados Árabes Unidos.


De forma geral, no mercado interno os produtores de peixe e carcinicultores continuam com problemas na comercialização. O desequilíbrio entre oferta e demanda fez com que os preços dos pescados em geral acumulassem queda de 9% em maio na Ceagesp. O camarão continua sendo o pescado mais afetado, acumulando quedas entre 23 e 34% no principal entreposto do país.


A exceção continua sendo a tilápia, que apresentou alta no preço de 11% em maio, uma vez que tem se tornado substituto do frango para pessoas com maior poder aquisitivo que querem variar o cardápio.


As exigências para liberação dos recursos emergenciais na aquicultura são dependentes dos órgãos ambientais estaduais, o que continua dificultando o acesso ao crédito.


Aves e Suínos


Após mais de dois meses de desequilíbrio entre oferta e demanda, o mercado parece ter chegado a um equilíbrio. Mesmo com a diminuição de consumo que ocorre todo final de mês, os preços do suíno e do frango vivo permanecem firmes nas principais praças.


Em relação à semana passada, as cotações aos produtores independentes de suínos registraram alta em Santa Catarina (+1,6%) e São Paulo (+3,5%). Em Minas Gerais, houve um aumento nas vendas da carne suína, mas os preços se mantiveram estáveis.


Produtores independentes de ovos e suínos do Paraná e Minas Gerais informaram que o preço do milho sofreu leve redução essa semana, o que proporcionou alívio para os que tiveram que recompor estoques do principal insumo da alimentação dos animais.


Enquanto isso, o preço da caixa de ovos pago ao produtor sofreu muita pressão por parte da queda de demanda no final do mês. A semana começou com valores de R$93,00/cx, R$6,00/cx abaixo do fechamento da semana passada, e recuou até R$89,00/cx. O setor especula que essa queda pode também estar sendo causada como reflexo do aumento de alojamento de pintainhas de postura do final do ano, o que tem aumentado a oferta de ovos.


Lácteos


A demanda por lácteos segue aquecida e elevou os preços dos principais produtos balizadores de mercado, como o leite spot, leite UHT e queijo muçarela. Esse comportamento indica que a captação de leite deve seguir normalizada, sem a redução da produção pelos laticínios.


Boi Gordo


A oferta de gado gordo está restrita, forçando os frigoríficos a aumentarem as cotações negociadas. A aceleração de abate no final do ano passado reduziu o estoque de animais disponíveis, o que tem refletido no aumento na cotação da arroba bovina que, esta semana, foi negociada a R$ 205/@.


Em relação às exportações, o Mapa anunciou a abertura do mercado da Tailândia para a carne brasileira.

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