CNA apresenta oportunidades de investimentos no agro a fundos de previdência complementar

28/08/2019

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou na terça (27), em São Paulo, do 8º Seminário “O Desafio da Gestão de Investimentos na Previdência Complementar Fechada”, promovido pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

O evento discutiu o cenário econômico e seus impactos na alocação de ativos frente aos compromissos previdenciários e a obtenção de rentabilidade, além dos desafios particulares das entidades no que se refere ao ambiente regulatório e fiscalizador.

O vice-presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA e economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz, foi expositor em um dos painéis do evento e abordou o potencial de investimentos no agronegócio brasileiro em segmentos estratégicos, levando em conta a sustentabilidade, a segurança energética, a crescente demanda mundial por alimentos e as oportunidades de mercado para o Brasil.

Antônio também explicou como funciona o financiamento do agronegócio brasileiro. Segundo ele, o crescimento do setor está baseado no uso de tecnologias e o modelo atual de financiamento precisa ser aprimorado para atender às necessidades do setor.

“A CNA está trabalhando em conjunto com a ABRAPP para construir os instrumentos financeiros ou aprimorar os já existentes para que os fundos de previdência complementar percebam o agro como um setor potencial para se investir no Brasil”, ressaltou. As duas entidades debatem desde o ano passado propostas para ampliar os investimentos dos fundos no agro.

No mesmo painel, estiveram o secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Ângelo Mazzillo Júnior e diretor de investimentos da Hancock Asset Management Brasil, Cleidson Rangel. José Ângelo falou sobre as melhorias regulatórias que o Governo está trabalhando para aprimorar a Cédula de Produto Rural (CPR) e os títulos do agronegócio (Lei 11.076).

Já Rangel destacou a expansão no setor florestal no Brasil, com previsão de investimentos de R$ 24 bilhões na produção de papel e celulose e painéis de madeira. O setor florestal representa US$ 53 bilhões de oportunidades de investimentos no Brasil para investidores institucionais, afirmou o representante da Hancock.

O evento contou, ainda com a participação do ex-ministro da Fazenda Eduardo Guardia, que atualmente é CEO da BTG Pactual Asset Management. Guardia afirmou que o país vive um cenário de desaceleração global, mas não de recessão, o que implica que o crescimento econômico brasileiro não virá do mercado externo. Portanto, afirmou, é imprescindível que o Brasil aprofunde as reformas urgentemente para promover a retomada do crescimento econômico.

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Fonte: CNA