Abertura da China fortalece setor lácteo brasileiro

31/07/2019

Em novembro do ano passado, a CNA e a Apex-Brasil promoveram uma missão empresarial à China para divulgar produtos como o leite e seus derivados. Oito meses depois, o país asiático anuncia a abertura de seu mercado para os produtos lácteos brasileiros.

Essa decisão faz parte de uma série de esforços da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para fortalecer o setor e ampliar e diversificar as exportações à China. A medida também cria oportunidades para que outros países passem a comprar mais produtos nacionais.

“Uma das principais bandeiras de minha gestão é mostrar que o Brasil tem condições de se tornar um grande exportador de produtos lácteos. Então, a decisão da abertura do mercado chinês é um presente para todo esse esforço e trabalho dispendidos pelo Sistema CNA/Senar. E mostra que nosso raciocínio e nossa luta nesse sentido estavam certos”, afirmou o presidente da CNA, João Martins.

Além da missão à China em novembro de 2018 com empresários, produtores e representantes do governo, a CNA promoveu diversas ações voltadas à ampliação de mercados para os países asiáticos e esse tem sido um tema recorrente nas discussões realizadas pela entidade.

Só nesse ano, o presidente da CNA, João Martins, reuniu-se três vezes com o embaixador chinês no país, Yang Wanming, para tratar de vários temas, entre eles a pauta comercial. No início do ano, a Confederação também integrou uma missão da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que visitou a China, o Japão, o Vietnã e a Indonésia.

O Brasil é o 4º maior produtor mundial de leite do mundo, com 1,2 milhão de produtores, principalmente pequenos e médios, enquanto os chineses representam o maior mercado importador de lácteos.

Hoje, cada habitante da China consome o equivalente a meio copo de leite por dia. No Brasil, esse consumo é cinco vezes maior, o que mostra que há potencial para o aumento das exportações brasileiras.

“Isso cria para o Brasil oportunidades para o aumento da produção e a diversificação da pauta exportadora, além de ser uma importante referência regional para o Brasil conquistar outros mercados na Ásia que estamos buscando para os lácteos brasileiros, como Tailândia, Indonésia, Malásia e Vietnã”, explica a coordenadora de Relações Internacionais da CNA, Camila Sande.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (FAES), Júlio Rocha, destaca que é o momento de empreender esforços para fazer jus ao benefício. “Para termos sucesso na exportação de leite e derivados, vamos precisar provar que temos sanidade do rebanho. Os produtos ao baterem no exterior serão rastreados, para se constatar a sanidade do rebanho. Por isso precisamos estar antenados com a abertura de comércio que favorecerá ida e vinda do fluxo de produção, sem as devidas cargas tributárias e o produtor brasileiro vai ser fustigado com a competitividade acirrada se ele não fizer adesão a um plano robusto de sanidade que enseja confiança alimentar. É um passo decisivo para se manter na atividade. Lembrando que nosso principal parceiro, o consumidor, está cada vez mais exigente e com toda razão”, pontua.

Fonte: CNA Brasil