CNA projeta ligeira alta do VBP em 2019

19/07/2019

O Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento do setor dentro da porteira, deve ter uma ligeira alta de 0,2% em 2019 na comparação com o ano passado, totalizando R$ 609,2 bilhões, segundo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De acordo com a entidade, dados disponíveis até junho mostram cenários distintos para a pecuária e a agricultura. Para a produção animal, a projeção é de alta de 7,7% na receita neste ano em relação a 2018, com um VBP de R$ 231,7 bilhões, puxada pela previsão de elevação do faturamento dos suínos (16,4%), frango (14,3%) e leite (10%).

“Dados do 1º semestre de 2019 apontam alta principalmente dos preços, mas também – ainda que mais modestamente – da produção das atividades pecuárias”, explica a CNA. O segmento de carne bovina deve crescer 2,9% e o VBP da produção de ovos deve subir 8,4%.

Por outo lado, a receita agrícola deve cair 4% na comparação com 2018, somando R$ 377,5 bilhões. Esta previsão de queda é reflexo das quedas de produção e de preço do café arábica, café robusta, arroz, cana-de-açúcar e soja. No caso da oleaginosa, o faturamento estimado é de R$ 142,6 bilhões, 14,1% a menos (R$ 23,4 bilhões em valores) do que no ano passado, em razão do recuo de 10,9% nos preços e de 3,6% na produção.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espirito Santo (FAES), Júlio Rocha, conta que devido às negociações recentes da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Tereza Cristina, em países asiáticos, houve um impulsionamento para o crescimento do setor pecuarista. “O caso da peste suína na China resultou na alteração da dinâmica do mercado das carnes no país. A visita da ministra alavancou o setor, gerando bons resultados”, conta.

Em contraste com o bom desenvolvimento das atividades pecuárias, o presidente ainda destaca as quedas no setor agrícola. “Com baixa no mercado, produtos como banana, laranja, alface, batata e cenoura tiveram uma produção boa, devido às condições climaticas, que favoreceram o plantio e a colheita. Por se tratarem de produtos com formação continua, aumentou a oferta e o preço diminuiu”, pontua Júlio Rocha.

Iá Comunicação com informações do CNA