NOTA OFICIAL - Paralisação dos caminhoneiros

29/05/2018

A Faes (Federação de Agricultura e Pecuária do ES) informa que as perdas do setor agropecuário capixaba já são incalculáveis devido à paralisação dos caminhoneiros. Hoje, no Espírito Santo, 30 milhões de aves, 150 mil suínos e a nossa significativa produção aquícola, estão sem alimentação por falta de abastecimento de rações. Mais que a escassez de produtos nas gôndolas dos supermercados, como folhosas, legumes, frutas e verduras acarretando alta significativa de preços dos alimentos, com a agravante paralisação com risco sanitário, ao meio ambiente e à saúde pública.

O produtor rural, já tão penalizado pelas dificuldades de mercado, endividamento rural, secas e chuvas excessivas, amarga agora prejuízos de seus investimentos e produções inteiras. Muitos municípios capixabas têm sua base econômica na agropecuária e irremediavelmente sofrerão com a perda de empregos e renda.

A Federação de Agricultura apoia as reinvindicações originais do movimento dos caminhoneiros por entendê-las necessárias ao debate de melhorias para todo Brasil, mas pede a urgente sensibilização e a responsabilidade no sentido da liberação das cargas essenciais e perecíveis, o que não vem acontecendo de forma uniforme, apesar das negociações.

Prevenimos sobre o risco da influência de ações políticas que tragam uma relação perde/perde para todos, que deve ser evitada para não se perder a legitimidade e o apoio conquistado, perante a sociedade.

Conclamamos a liberação imediata dos transportes de medicamentos, cargas vivas (animais) e insumos agropecuários, assim como o acesso aos locais de distribuição desses produtos, sob o risco de um colapso econômico, sanitário e ambiental, como citado.

Estamos em permanente contato com nossos sindicatos, cooperativas, lideranças, com os poderes constituídos, com as demais Federações do estado e com a CNA, buscando uma solução razoável que salvaguarde os interesses de todos os envolvidos: produtores, fornecedores, comerciantes e nossos principais parceiros, os consumidores.

O setor produtivo rural e a classe de caminhoneiros atuam juntos e são fundamentais para o desenvolvimento do país. Por isso, é essencial a cooperação e o diálogo para que os danos não sejam irreparáveis para toda a sociedade.