Prazo para rastreabilidade de oito produtos termina dia 27

24/05/2018

Produtores de mamão, banana, tomate, repolho, chuchu, pepino, beterraba e inhame têm até o próximo dia 27 para incluírem suas produções no sistema de rastreabilidade de frutas e hortaliças produzidas ou comercializadas no Espírito Santo. Para os demais, o prazo se estende para novembro deste ano.

Com o sistema, o consumidor capixaba poderá ter acesso a informações sobre as etapas de produção, transporte, armazenamento e comercialização de alimentos produzidos ou comercializados no Estado.

A medida visa contribuir para a segurança alimentar e o controle de qualidade dos produtos. Em novembro passado, o Governo do Estado, por meio das secretarias de Estado de Saúde e da Agricultura assinaram a Portaria 001-R, elaborada após debate realizado pelo Grupo de Trabalho criado pelo Ministério Público Estadual.

A identificação é realizada por meio de etiquetas impressas com caracteres alfanuméricos, código de barras, QR Code, ou qualquer outro sistema que permita identificar as frutas e hortaliças frescas de forma única e inequívoca.

Na identificação é preciso conter o nome comum da espécie vegetal, e a variedade quando houver; nome do produtor primário (preferencialmente), ou do distribuidor (no caso de lote consolidado), município e estado de origem, quando de origem nacional, e o país, caso o produto seja importado.

De acordo com o gerente executivo comercial da Coopeavi, Carlos Alberto Lima, a rastreabilidade vai gerar uma confiança maior do consumidor para os alimentos produzidos pelos cooperados da Coopeavi.

“Caso for identificado um problema no supermercado, os órgãos fiscalizadores conseguem localizar o produtor e acessar todas as informações necessárias”, afirmou.

Mesmo tendo como principais produções os ovos e café, a Coopeavi se antecipou e firmou parceria com uma empresa do sul do país para dar esse suporte na loja matriz aos cooperados.

Segundo o assistente técnico de crédito da cooperativa, Andrécio Dias, 20 associados já contam com a licença e estão aptos para imprimirem as etiquetas.

“Estamos orientando os produtores a não deixarem para a última hora. Reservamos um espaço especial na loja matriz para o atendimento, e a ideia é dentro de alguns dias fornecer a mesma estrutura em cada unidade da Coopeavi”, informa Dias.

Possatti recebe etiquetas prontas para rotular os produtos A Loja Matriz, em Santa Maria, está oferecendo o serviço Se identificado um problema no supermercado, os órgãos conseguem acessar todas as informações Carlos Alberto Lima, gerente executivo comercial da Coopeavi.

Preço melhor com sistema

Quem se antecipou na inclusão dos produtos vegetais no sistema de rastreabilidade colhe os benefícios. É o caso do agricultor Adolfo Antônio Possatti, de Várzea Alegre, município de Santa Teresa. Produtor de pepino e berinjela, ele foi o primeiro associado à Coopeavi a aderir e está vendendo por R$ 2,00 a mais a caixa dos produtos após a identificação com a etiqueta da cooperativa.

Possatti afirma que cobriu todo o investimento logo na primeira carga despachada para Porto Alegre e São Paulo. Desde que passou a rastrear os produtos, diversos varejistas de outras regiões do país estão fazendo contato para negociar a compra direta. Com isso, o agricultor já vislumbra novos mercados e, consequentemente, aumento de receita.

“Por serem produtos com origem e trabalho diferenciado, têm que ser valorizados. Eu me antecipei justamente para tentar um ganho a mais e fazer meu nome, porque tenho mercadoria boa”, avalia o cooperado.

Ele acredita que, ao verem a etiqueta nas caixas de pepino e berinjela, vai haver procura por melhores preços. “O atravessador vai sair fora desse entremeio nas negociações. A rastreabilidade é garantia de segurança. Enquanto todo mundo estava assustado, enxerguei oportunidade”, finaliza Adolfo Possatti.

Foto: Divulgação
Fonte: Safra ES