Empoderamento feminino rural

24/05/2018

Acontece esta semana, em Vitória (ES), a formação de instrutoras e gestores do Programa “Mulheres em Campo”, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A iniciativa foi criada para despertar o interesse pela gestão nas mulheres do meio rural e, assim, ampliar o protagonismo feminino na administração das propriedades. Quinze instrutores e sete gestores participam da capacitação, sendo oito do Espírito Santo.

As instrutoras estão sendo treinadas para aplicar o treinamento nos seus estados e ajudar a desenvolver competências de empreendedorismo e gestão entre as mulheres participantes. O programa “Mulheres em Campo” trabalha os seguintes temas: empreendedorismo, planejamento, custos de produção, indicadores de viabilidade e comercialização e desenvolvimento pessoal.

“A intenção do programa é que a mulher possa olhar para o negócio de sua família e entender que é parte dele. Queremos que ela enxergue a sua importância. A mulher muitas vezes não participa ativamente da propriedade, mas entendemos que todas podem contribuir muito”, explica a multiplicadora do programa, Juliana Krupp.

Além de focar na gestão da propriedade, Juliana reforça que o programa visa o desenvolvimento pessoal feminino. “Não é só mais um curso de gestão, é um programa que trabalha gestão sim, mas que trabalha também fortemente o desenvolvimento pessoal. Por isso, é totalmente voltado para mulheres e todas as instrutoras são mulheres. Entendemos que a mulher tem papel fundamental em qualquer área de atuação, inclusive no campo”.

A gestora do programa no Espírito Santo, Thaís Tonani, defende que ele é um grande incentivador para despertar na mulher mais interesse por novos conhecimentos. “Desenvolvendo competências de empreendedorismo e gestão, a mulher percebe que pode se superar sempre e isso fará toda a diferença em sua vida”.

Dalila Oliveira, do Piauí, é uma das instrutoras do programa e revelou que o treinamento está sendo muito importante para a troca de experiências entre estados diferentes. Ela acrescentou que o “Mulheres em Campo” ajuda até mesmo na elevação da autoestima feminina. “No campo, participando do programa, vemos que as produtoras se sentem especiais, se soltam mais, ficam mais livres para falar, pois estão reunidas com outras mulheres. Até a autoestima delas aumenta”.

Cecília Bettero, do Espírito Santo, acredita que as mulheres têm muito a contribuir com a gestão das propriedades rurais. “Elas são extremamente estratégicas nessa função. O programa ajuda a aumentar esse entendimento, de que ela tem um papel importante: pode ser estratégica dentro da propriedade para contribuir com a gestão, usando as características especiais que possui, como ser detalhista e cuidadosa”.